Conheça o idealizador do site KickAss Torrents

Ucraniano é o responsável pelo maior site de distribuição de pirataria do mundo

Publicado em 28/07/2016

O nome dele é Artem Vaulin, tem 30 anos e nasceu na Ucrânia. De acordo com autoridades americanas, ele é o cérebro por trás do maior site de distribuição de pirataria do mundo, o KickAss. O endereço, apesar de não hospedar arquivos ilegais, fornece links para que os usuários baixem materiais sem autorização. No entanto, os seus dias de aventura cibernética podem ter acabado. Recentemente, ele foi preso na Polônia, acusado de violação de direitos autorais e lavagem de dinheiro.

Segundo o UOL, o KickAss está em 69º lugar entre os sites mais populares do mundo, com mais de 50 milhões de visitantes por mês. Foi criado há oito anos e fazia distribuição ilegal de arquivos de música e vídeo, utilizando o protocolo conhecido como Bit Torrent para esse tipo de compartilhamento.

E não é brincadeira de hacker de fundo de quintal. Dados do Escritório Americano de Imigração e Alfândega apontam que ele "roubou" mais de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 3,2 bilhões) da indústria de entretenimento dos Estados Unidos.

A página opera em 28 idiomas e acredita-se que seu valor tenha chegado a US$ 54 milhões (R$ 177 milhões). Os lucros com publicidade variam entre US$ 12,5 milhões (R$ 41 milhões) e US$ 22,3 milhões (R$ 73,2 milhões).

Nickname: Tirm

As informações sobre Artem Vaulin são poucas, mas, de acordo com dados do Departamento de Justiça americano, ele usa o pseudônimo Tirm. O site usava uma empresa de fachada, chamada Cryptoneat (Ucrânica), a qual, em uma página na rede LinkedIn, se diz dedicada ao desenvolvimento de software. O curioso é que na mesma rede social existe um perfil de Artem Vaulin, que afirma ser o fundador da empresa.

A operação

Devido aos processos e apreensões, o KickAss mudou seu domínio várias vezes. O site foi bloqueado por ordens judiciais em diversos países, como Reino Unido, Irlanda, Itália, Dinamarca, Bélgica e Malásia.

Todas as vezes que recebia uma queixa de um estúdio de Hollywood, respondia com uma mensagem em que afirmava não poder ser processado, já que não continha links que levavam a mais de 30 torrents.

"Isso (a prisão de Vaulin) demonstra que os cibercriminosos podem fugir, mas não podem se esconder da Justiça", afirmou o assistente da Procuradoria-Geral americana Leslie R. Caldwel. As acusações podem render 25 anos de prisão ao ucraniano.

Foto: Divulgação